Carmelita Ramacciato é tudo menos uma pessoa parada. Aos setenta e sete anos, é feirante na Liberdade, cuida do neto "professor de história, fotógrafo e lindo" e faz faculdade. Há 40 anos na freirinha, ela adora o bairro da liberdade e ver as pessoas que por ali passam.
Ela orgulha-se de ter criado as filhas com o dinheiro ganho do artesanato e orgulha-se, também, do sobrenome italiano, de sua descendência. Não tinha como ser diferente: alegre, espontânea e animada, a senhora descendente de italianos destaca-se como feirante. Conversa, é alegre e extrovertida. A alegria da feirinha.
Ela chega todos os finais de semana cedo, 5:30 da manhã, e monta, com ajuda de várias pessoas, sua barraca no mesmo lugar onde começou, há 40 anos. Só sai dali em dias como o do festival Tanabata Matsuri, tradicional da cultura japonesa, quando tem um palco montado onde ela costuma ficar.
Hoje, Carmela estuda na Faculdade São Judas para a terceira idade e adora frequentar as aulas, principalmente a de política. Crítica da sociedade, ela inspira-se muito nas aulas e, às vezes, discorda da opinião dos professores, apesar de permanecer quieta para não causar problemas.
Ela é uma das feirantes mais queridas da Liberdade e acredita no sucesso da fidelização, por isso investe em qualidade.
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