domingo, 14 de setembro de 2014

Sônia Maria e José Carlos

Sônia Maria, de 61 anos, e José Carlos, de 57 anos, são casados e trabalham junto do filho para fazer os mais diversos artesanatos com bambu para vender. Sônia começou a fazer artesanato aos 13 anos com plástico e foi migrando de material em material até se encontrar na arte com o bambu. Ela imagina e desenvolve suas criações, muitas vezes se inspirando em produtos já existentes ou nos produtos que a são pedidos por encomenda.

José Carlos era metalúrgico, mas deixou seu emprego para ajudar Sônia com as suas artes. Segundo ele, eles não são ricos, mas com o dinheiro ganho ali dá para viver bem. O que eles mais gostam na Feira da Liberdade é a diversidade de público e de classes que ali frequentam.

O site deles é:

A mãe e a filha: Maria Lúcia e Jamile

Jamile e sua mãe Maria Lúcia adoram passear aos domingos pelas feirinhas de São Paulo, principalmente as com maior variedade de produtos e culturas. Fãs da cultura japonesa, faz mais de 5 anos que frequentam a feira, com periodicidade de 2 meses entre cada visita. Jamile vai mais atraída pela comida, já sua mãe prefere ver os artesanatos, gostando muito de comprar brincos, bolsas, blusas e enfeites. Consideram o preço da feira, principalmente da praça de alimentação, bom e dão a dica: para não passar mal com as diferentes comidas da feira, é só evitar as comidas cruas.

Geraldo e Neide







































Geraldo e Neide não são japoneses; são cearenses. Há quarenta anos, em busca de melhor qualidade de vida, os dois mudaram para São Paulo e, há trinta anos, eles começaram a trabalhar na Feira da Liberdade.

Fã de bandas como Iron Maiden, Pink Floyd e Black Sabbath, Geraldo vende camisetas de rock. Mas não é esta sua maior ocupação: ele tem, também, um estúdio de tatuagem de onde sai a maior parte de seu rendimento mensal.

Fãs de comida oriental, adoram principalmente a Yakissoba da Feira.

O casal disse que sofreu muito após a mudança para São Paulo por causa do preconceito com os nordestinos. Mas, segundo eles, quando os paulistanos perceberam que quem construiu esta cidade foram os nordestinos, eles passaram a ser mais valorizados.

Marly Yamada





A simpática Marly Yamada trabalha há nove anos na Feira da Liberdade. Formada em Artes Plásticas pela FAAP em 1985, sempre quis ser artista, trabalhando com artes desde os 13 anos. Após se formar, porém, ela enfrentou muitas dificuldades ao procurar emprego, optando por trabalhar em um banco. Depois que o banco onde trabalhava fechou, Marly começou a produzir artesanato e vender na Liberdade, além de fazer topos de bolos por encomenda para noivos, sua maior fonte de renda atual.

Júlio César Barbosa


Júlio César Barbosa, de 32 anos, adora a Feira da Liberdade, mas não é muito fã da comida de lá. Morador de Susano, no interior de São Paulo, não trabalha com artesanato, mas sim ajudando quem o faz. Antes de ir para a Liberdade, ele trabalhava com eletrofísica.

Renilson

 Renilson, de 29 anos, estava sentado em uma barraca, simplesmente olhando as mercadorias para a dona, que tinha saído por um breve período. Baiano por natureza, deixou os estudos no segundo ano do Ensino Médio e a filha que teve na Bahia para vir a São Paulo em busca de trabalho. Durante a semana, ele trabalha com construção civil em Franco da Rocha e durante os finais de semana trabalha na Feira da Liberdade ajudando os feirantes.

O Martins


Carlos Alberto Martins, ou simplesmente Martins, foi analista de sistemas durante 14 anos em uma empresa, antes de ter de deixar seu emprego. Filho do primeiro cinegrafista do Canal 7, Martins é aposentado e hoje trabalha com Marchetaria e restauração, além de estudar sobre fotografia, apesar de nunca ter desejos de se tornar fotógrafo.

Pai de duas filhas, uma estudante de biblioteconomia e a outra pesquisadora que faz seu pós doutorado na Unesp de Rio Claro em Biologia, atualmente mora em Limeira e vem aos finais de semana para São Paulo vender seus trabalhos. Aos sábados, ele vai à Feira de Pinheiros, na praça Benedito Calixto, e aos domingos frequenta a Feira da Liberdade.

Seus contatos podem ser encontrados em seu site:
http://marchetaria.jimdo.com

Minor Tomita

Minor Tomita, ao saber que desejamos ser jornalistas, deu apenas um conselho: ouvir o Reinaldo Azevedo na Rádio Jovem Pan. O simpático vendedor de carteiras disse apenas que aprendeu muito sobre política com Azevedo.

Tomita, apesar de muito extrovertido, não se deixou fotografar, preferindo mostrar um impresso (acima) com uma notícia que mostra ele como um grande artista nipônico contemporâneo.

Teresinha Terumi Matsuzaki

Teresinha é brasileira de coração e alma, mas descende de japoneses. Por isso uma ligação especial com o bairro da Liberdade. Durante a semana, ela faz suas próprias bonecas artesanais e, aos finais de semana, as vende na Feira da Liberdade, onde tem muitos amigos e adora conversar.

Magda e seus três netos







































Magda já é avó, apesar de não parecer. É mãe de uma linda filha e tem três netos, duas meninas e um menino, que a acompanhavam no dia da feira. Ela gosta de passear com a família pela Feira da Liberdade, apesar de não ter muito o que fazer com as crianças. As crianças, no entanto, adoram comprar brinquedos e "tranqueirinhas", como colares japoneses e bonecas de pano. Magda também vai à feira pela gastronomia, porque é admiradora da culinária japonesa, mas acredita que o preço da alimentação ali é bem salgado.